Alexandre de Moraes faz um passeio em Iate com Senadores e fazem sabatina ‘informal’.

Brasília – Um grupo de oito senadores realizou uma sabatina “informal” com o ministro licenciado Alexandre de Moraes, indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), no barco do senador Wilder Morais (PP-GO), em Brasília, na noite da terça-feira, 7. Segundo parlamentares que participaram do encontro, eles questionaram Moraes sobre acusações de envolvimento com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e sobre as posições do ministro em relação à Operação Lava Jato, à legalização de drogas e à prisão em segunda instância.

Conforme antecipou a Coluna do Estadão, o encontro ocorreu na chalana Champagne, casa flutuante de Wilder. Moraes chegou uma hora atrasado, acompanhado de Sandro Mabel, assessor especial do presidente Michel Temer. Também participaram do jantar os senadores Benedito de Lira (PP-AL), Cidinho Santos (PR-MT), Davi Alcolumbre (DEM-AP), Ivo Cassol (PP-RO), José Medeiros (PSD-MT), Sérgio Petecão (PSD-AC) e Zezé Perrella (PMDB-MG). Desses, dois são membros titulares da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Wilder e Lira, e dois são suplentes, Petecão e Cassol.

Durante a conversa, que entrou pela madrugada de quarta-feira, 8, Moraes não quis responder temas relacionados à Lava Jato, justificando que, caso se torne ministro do Supremo, será o revisor dos processos na Corte. “O clima foi tenso. Todos fizeram muitas perguntas, mais duras do que as que serão feitas na sabatina da CCJ”, disse um dos senadores que participou do jantar. Ele contou que a conversa foi longa, por vezes até “chata”, concentrada em assuntos “de trabalho”.

Apesar de não ter falado abertamente, Moraes teria demonstrado ser a favor do entendimento do Supremo sobre a prisão em segunda instância, que permite que réus possam ser presos mesmo que ainda tenham recursos pendentes na Justiça – o ministro licenciado já defendeu a tese no livro Direitos Humanos Fundamentais. Ele também sinalizou ser contra a legalização das drogas. “Sobre todos os assuntos ele falou com muito cuidado, até porque está querendo votos”, contou o senador.

fonte>expressoam / Com informações Estadão.

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Autor: redação
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