Bancários do BASA permanecem em greve

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Bancários do Banco da Amazônia (Basa) que aderiram à greve junto com os demais bancos privados e federais se reuniram, na manhã de hoje (14). com o  líder do governo na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), para pedir apoio do Poder Legislativo à paralisação. Segundo os funcionários que estão em greve desde o dia 30 de setembro, todas as cláusulas econômicas foram aceitas, mas há uma intransigência da diretoria do banco para o cumprimento das cláusulas sociais, permanecendo, dessa forma, a greve.

Durante reunião com o parlamentar, a bancária Andréa Gonçalves destacou as principais reivindicações dos trabalhadores, como o retorno do patrocínio do banco à Caixa de Assistência dos Funcionários (Casf), referente ao plano de saúde; o fim da lateralidade (desvio e acúmulo de função sem percepção pecuniária e a promoção automática para todos os empregados passíveis de serem promovidos em janeiro de 2015.

Não somos melhores do que ninguém, mas também não somos piores. Por isso, nós estamos discutindo três cláusulas de cunho social que o Banco da Amazônia insiste em massacrar e não atender”, Andréa Gonçalves.

Acompanhados do vice-presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários no Estado do Amazonas (SEEB-AM), Antônio Mardônio, os bancários apresentaram também ao líder do governo três cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) que foram denunciadas por eles junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT). Segundo eles, a direção do banco “retira os direitos dos trabalhadores e confrontam a Legislação Brasileira”.

“Essas cláusulas são anticonstitucionais e ilegais porque afeta a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). A primeira é referente à amamentação. Pela CLT a mãe tem direito em uma hora por dia por até seis meses, de amamentar o seu filho. Eles (a diretoria do Basa), afirma que isso só é possível desde quem tenha o laudo de lactante. Segunda: licença pelo INSS a partir de 12 meses. O banco solicita que o funcionário se submeta a exame médico junto ao serviço médico do banco. Se este disser que você está apto, mesmo o INSS dizendo o contrário, eles cortam seu benefício. E o terceiro, eles querem que nossa associação, para liberar os presidentes, tenha que se submeter ao código de ética dos bancos, ou seja, fere a independência e autonomia das entidades associativas dos trabalhadores.”

Sidney Leite ouviu a reivindicação dos bancários e agendou para amanhã (15) uma Cessão de Tempo para que os trabalhadores possam apresentar essas reivindicações no plenário da Aleam.

 

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Autor: Da Redacão
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