Carta aberta dos familiares das vítimas da BR230 para o Procurador de Justiça AM

O Portal Barrancas,  recebeu  um pedido para publicar uma carta aberta,  escrita e de  inteiramente de responsabilidade  da Sra. Adriana dos Santos Lopes Freire, viúva do Sr. Luciano da Conceição Ferreira Freire  uma das três vítimas assassinadas  na BR230,  os acusados são  cinco Índios da etnia Tenharim. Adriana escreveu essa carta para o Excelentíssimo Dr. Fábio Monteiro, Procurador geral de justiça do Estado do Amazonas.

familias

foto: do dia do fechamento da balsa de 2013

Humaitá-AM, 07 de novembro de 2014.

Excelentíssimo Dr. Fábio Monteiro

PROCURADOR GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAZONAS 

 Eu ADRIANA DOS SANTOS LOPES FREIRE, brasileira, viúva, do Lar, inscrita no RG Nº.xxxxxxxxxxxxxxx Nº. xxxxxxxxxxxx, residente e domiciliada na Rua xxxxxxxx, Bairro xxxxxxxxxxx, Humaitá-AM, esposa de um dos assassinados pelos cinco Índios da etnia Tenharim, LUCIANO DA CONCEIÇÃO FERREIRA FREIRE, venho por esta lhe suplicar:

Que olhem por nós. Falando por mim, e pelas outras esposas que tem passado por necessidades tanto quanto eu, temos filhos que necessitam de acompanhamento psicológico, não conseguimos nos conformar com tamanha injustiça. Eu tenho que ver meu filho todos os dias perguntar pelo pai, e não ter resposta para lhe dar, como esposa que perdi meu marido e mãe que vejo meu filho chorar todos os dias olhando pra foto do pai perguntado quando ele vai voltar do trabalho, pois ele tem apenas três anos e não consegue entender o que aconteceu. Enquanto isso, os Índios assassinos vão ser liberados para participarem de FESTAS/RITUAIS em suas Tribos, tudo isso AUTORIZADO PELA JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAZOZAS. Já nós, temos visto que a JUSTIÇA não tem nos olhado, pois, até hoje não recebemos a pensão por morte dos nossos falecidos esposos, que é um direito nosso, em contra partida aqueles que deveriam ser penalizados estão sendo liberados para participarem de FESTAS, isso não é justo! Tendo em vista que nós familiares passamos por muitas dificuldades, faltas de recursos, além dos problemas do dia-a-dia. Que justiça é essa? Cadê nosso valor? Será que os que cometem CRIMES são mais importantes que as vitimas? Que país é esse? NOSSOS MARIDOS ESTÃO PRESOS PARA SEMPRE EM UM TUMULO.

Meu apelo é: que os Índios assassinos paguem pela tamanha crueldade que cometeram com três pais destruindo nossas famílias e permaneçam na CADEIA, até que se cumpra a Justiça. É o mínimo que a Justiça deveria fazer por nós, já que nunca mais teremos nossos maridos de volta.

Caso nossas SUPLICAS não sejam aceitas, nós iremos nos manifestar, iremos para rua novamente, gritaremos por justiça, buscaremos nossos direitos. Essa manifestação não será apenas de três famílias, será de toda população do sul do Amazonas: Humaitá, Santo Antônio do Matupí e Apuí clamando por JUSTIÇA.

Adriana dos Santos Lopes Freire

 

Relembre o Caso:

desaparecidos

O funcionário da Eletrobras Aldeney Salvador, o representante comercial Luciano Ferreira e o professor Stef de Souza viajavam juntos pela rodovia Transamazônica, quando desapareceram.

Dia 25 de dezembro 2013, milhares de pessoas participaram de um protesto em Humaitá, no sul do Amazonas. Elas atearam fogo na sede da FUNAI e em uma embarcação. Houve confronto com policiais militares. Os moradores estão revoltados com a falta de empenho das autoridades nas buscas aos três homens que desapareceram na rodovia transamazônica há 11 dias.

A Polícia Federal encontrou , os três corpos enterrados dentro da Terra Indígena Tenhariam, em Humaitá, no sul do Amazonas. os corpos dos três homens desaparecidos desde o dia 16 de dezembro do ano passado, no trecho da Transamazônica que corta a área.

Segundo os depoimentos tomados durante a investigação que apurou os crimes de sequestro, assassinato e ocultação dos corpos das três vítimas. Os policiais localizaram peças de carro queimadas dentro da terra indígena.

As prisões dos cinco índios ocorreram durante a grande operação força-tarefa no dia 30 de janeiro, que contou com apoio de helicópteros e a presença do superintendente da PF de Rondônia, na região da aldeia Tracuá, na reserva indígena Tenharim-Marmelos, em Manicoré, no Amazonas. As prisões foram o resultado de uma série de depoimentos coletados pela força-tarefa com índios Tenharim e Jiahui para elucidar o crime.
Juiz  do caso  liberou  os índios para festa de rituais da tribo.
Portal Barrancas
 

 

 

 

 

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Autor: Direto da Redação
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