Célia Leal fala sobre 1 ano do crime na reserva índigena

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Em entrevista à TV  Barrancas Célia Leal companheira do Aldeney Salvador um dos assassinados

na reserva Indígena Tenharim, situada no Sul do Amazonas na BR230, dia 16 de dezembro de 2013

Falou como foi difícil esse ano sem o Aldeney, sobre inverdades que surgiram em torno da relação deles e como é difícil lutar por justiça.

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A FUNAI foi covarde em relação aos desaparecimentos, não nos deu nem uma informação. Célia Leal

 

Quero que seja feita justiça com aqueles que cometeram os crimes… Célia Leal

 

 Trabalho na saúde continuo atendendo bem a todos, inclusive com os indígenas. Célia Leal

Falou muito mais, vale a pena assistir a entrevista:

 

 

 

Relembre o caso:

Foram mortos Luciano, Stef e Aldeney, as três vítimas desapareceram no dia 16 de dezembro de 2013. Os corpos dos homens foram encontrados em fevereiro deste ano durante uma operação de buscas pela área da Transamazônica (BR-230), entre as aldeias Taboca e Marmelos.

Cinco dos seis réus apontados como autores dos assassinatos estão presos e afirmam que são inocentes. O sexto suspeito aguarda o julgamento em liberdade. Todos são índios da etnia Tenharim. A suspeita é de que os crimes tenham sido uma resposta à morte do cacique Ivan Tenharim, cujo corpo foi encontrado em um trecho da rodovia Transamazônica no dia 2 de dezembro do ano passado. Entre os cinco presos pelas mortes dos três homens estão dois filhos do líder indígena.

No inquérito, de acordo com o representante das famílias das vítimas, consta que os assassinatos foram definidos em uma pajelança – ritual místico realizado por um pajé indígena.

Em abril deste ano, o Ministério Público Federal (MPF) denunciou o grupo de índios por triplo homicídio duplamente qualificado, sendo que quatro indígenas também serão julgados por ocultação de cadáver.

O processo, que tem mais de 1.500 páginas, já foi acompanhado por dois juízes desde que foi enviado para o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). O último assumiu no dia 1º de dezembro. A primeira audiência de instrução e julgamento dos seis índios acusados de assassinar os três homens foi adiada para fevereiro de 2015. As testemunhas de defesa, acusação e réus seriam ouvidos nos dias 10 e 11 de dezembro deste ano. Somente na audiência de instrução e julgamento, a Justiça definirá se o grupo de réus serão julgados em júri popular ou se serão absolvidos.

 

Com informações do G1

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Autor: Direto da Redação
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