Editorial: Seria, isso 2015?

Iniciar um ano novo é sempre um obvio começo que pode ate parecer cômico, mas não o é um verdadeiro ponto de partida dada a dinâmica da vida.

Refletir a cada ciclo, período, existirá sempre muitos questionamentos, arestas a se pensar e que não são o fim do que se propõe a pensar. É a velha máxima de Machiavell: o fim é o que importa, e justifica os meios.

Nos tempos atuais do Brasil, surgiu uma ação social encorajada e deliberada para a igualdade social.  Nesse contexto  começou a surgir uma dicotomia, qual seja:  os que são contra e aqueles que  concordam com a administração geral do país.

Formou um cenário onde os ânimos que outrora estavam guardados e esquecidos, se esquentaram em debates nos mais diversos, simples e motivadores locais, você mesmo que esta lendo, certamente já debateu as ações do governo com algum conhecido.

Na última campanha presidencial, um célebre político afirmava em um palanque:

‘’_vamos mostrar pra eles nas urnas !!!’’ logo os ‘’outros’’ o público alvo, sentiu tal convocação que emergiu em seus espíritos uma sincera e real vontade de mostrar para ‘’eles’’ que o chamamento era justo.

Mas quem são ‘’eles’’?

Eles são todos os que encontram no trabalho a realização e o fim do ser.

E quem são os outros?

Os outros entendem que o governo deve sim a qualquer custo continuar com as ações sociais justificadas pela distribuição de renda.

E qual o problema?

Bom, o problema é que a dicotomia não encontra paz nesse questionamento, mas tem algumas anuências no mesmo sentido.

Eles, não são e nunca foram contra o combate da fome, da miséria e das diferenças sociais, porém o caminho que reconhecem é o labor para se atingir essa meta.

Enquanto os outros não se questionam o inicio e os meios, já que os fins se justificam inclusive não se importam com uma desqualificação da Lei de Responsabilidade Fiscal, já que seu entendimento é atendido. E esses outros estão também muito contentes quando veem direitos dos trabalhadores serem suprimidos, e esse raciocínio permite a lógica concluir:

Quem opta por valorizar uma ação social em desprezo de um trabalho, esta indo para um caminho onde a própria divisão de bens no combate das desigualdades se perde, pois é incondicional o entendimento de que o trabalho é que sustenta e permite divisão, e talvez isso tenha motivado A. Lincoln a afirmar: ‘’não fortalecer os fracos em detrimento dos fortes’’.

E no meio disso chamo a atenção ao ultimo pacote de mudanças frente ao INSS no fim de 2014 no tocante ao pescador artesanal.

Peço que ‘’outros’’ e ‘’ele’’s reflitam juntos:

Sabido que pescador artesanal tem vida rude, dura e difícil, mas qual é o justo motivo de um trabalhador nessas condições vir a ter seus direitos reduzidos, mitigados a fim de fechar alguma conta se de outro lado os programas sociais não são afetados da mesma forma para dar paz ao caixa?

Quem é quem agora?

 

 

jeferson machado1

 

Por Jefferson Machado

 

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Autor: Direto da Redação
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