Estados Unidos, França, Inglaterra anunciam ataque à Síria

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Presidente dos Estados Unidos anuncia que ataque será contra estabelecimentos de armas químicas em território sírio

 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reuniu nesta sexta-feira (13) com sua equipe de Segurança Nacional e anunciou em pronunciamento que decidiu lançar ataques de precisão contra o regime do sírio Bashar Al Assad, em parceria com o Reino Unido e a França.

Trump anunciou o ataque em pronunciamento feito na noite desta sexta, na Casa Branca. “Ordenei as forças armadas dos Estados Unidos a lançar ataques precisos em alvos associados com estabelecimentos de armas químicas do ditador sírio Bashar al-Assad”, disse o presidente.

De acordo com o norte-americano, o ataque será direcionado a estabelecimentos de armas químicas em território sírio, em represália ao ataque químico lançado pelo governo de al-Assad contra opositores no dia 7 de abril. al-Assad. “O mal e o ataque desprezível deixaram mães e pais, bebês e crianças se debatendo de dor e ofegando por ar. Essas não são as ações de um homem. Elas são crimes de um monstro”.

Em Lima, o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, deixou prematuramente nesta sexta-feira a cerimônia de abertura da 8ª Cúpula das Américas e retornou ao seu hotel, enquanto a imprensa especulava sobre o possível anúncio de Trump, relativo à Síria.

Pence, que devia participar da cerimônia de abertura e depois de um banquete, se dirigiu ao seu hotel pouco depois de chegar ao Grande Teatro Nacional de Lima, enquanto a Casa Branca convocava em Washington os jornalistas para um possível anúncio.

A crise na Síria foi exatamente o motivo que Trump deu para cancelar sua viagem à Lima para participar da Cúpula das Américas.

Pence chegou hoje à capital peruana para representar o presidente americano no evento e se reuniu com opositores venezuelanos e com a ativista cubana Rosa María Payá.

Primeiro ataque

Há um ano, os EUA fez, pela primeira vez, um ataque à Síria. Entenda o que o conflito entre as duas nações gerou e como a situação chegou ao momento atual.

 Em abril de 2017, os Estados Unidos bombardearam a base de Shayrat no primeiro ataque do país diretamente contra o regime de Bashar al-Assad. Até então, Washington havia mirado apenas alvos do grupo terrorista Estado Islâmico. Na ocasião, Damasco anunciou que “haveria consequências”.
 Mas como o conflito chegou a este ponto?

 EUA x Rússia – parte 1

Em agosto, o então presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e a União Europeia pediram que Assad deixasse o poder. Em outubro, Rússia e China vetaram uma resolução das Nações Unidas condenando o regime.

 Estado Islâmico x Hezbollah

 Em maio de 2012, começaram a chegar à Síria os primeiros jihadistas estrangeiros para lutar na rebelião contra o governo de Assad. Já o movimento xiita libanês Hezbollah enviou militantes para defender o regime.

Em julho, um atentado em Damasco matou o ministro da Defesa, Daud Rajiha. Em agosto, os rebeldes avançaram sobre Alepo, uma das principais cidades do país. Três meses depois, as potências ocidentais reconheceram a oposição exilada como “única representante do povo sírio”.

 Armas químicas – parte 1

Reuters

Em agosto daquele ano, o governo de Assad promoveu um dos episódio mais trágicos e notáveis do conflito.
Na ocasião, o governo utilizou gás sarin para bombardear opositores e deixou ao menos 1.400 mortos nos subúrbios em Ghouta, nas proximidades de Damasco.
Após o episódio, a Síria sinalizou interesse em aderir à Convenção internacional de Armas Químicas.

Coalizão internacional x Estado Islâmico

Em setembro daquele ano, o então presidente americano Barack Obama anunciou sua intenção de “degradar e, em última instância, destruir” o Estado Islâmico.
Assim começou uma campanha aérea no Iraque e na Síria, com apoio de Canadá, França, Reino Unido e vários países árabes.

 EUA x Rússia – parte 2

AP

Em novembro daquele ano, a aviação russa lançou uma série de ataques em território sírio. Embora os russos aleguem que seus ataques visam os “mesmos terroristas” que são alvo dos EUA, outros governos suspeitam que estejam atacando também rebeldes que combatem Assad.

O governo dos EUA já afirmou que os ataques russos são “indiscriminados” e afetam de forma aleatória a todos que se opõem ao governo sírio.

 Paz em 2016?

 Moscou e Washington acertaram um acordo de cessar-fogo a partir do dia 27 de fevereiro de 2016. Em março, começa a enésima tentativa de negociações entre governo e oposição mediadas pela ONU, também sem sucesso.

Em dezembro, a situação humanitária em Alepo se agrava, e o regime de Damasco anuncia sua retomada total. No dia 30 de dezembro, entra em vigor um novo cessar-fogo que exclui apenas o combate a grupos terroristas.

 Armas químicas – parte 2

Em 30 de março, a Casa Branca diz que sua prioridade na Síria é combater o terrorismo, e não derrubar Assad.

Tudo muda, no entanto, no dia 4 de abril, quando um ataque químico atribuído a Damasco mata mais de 80 pessoas na província de Idlib, dominada por rebeldes e pelo grupo terrorista Fatah al Shan, antiga Frente al Nusra e ligado à Al-Qaeda.

 Retaliação dos EUA

A retaliação ao uso de armas químicas já era uma ameaça antiga da Casa Branca ao regime de Bashar al-Assad. Em 2012, Obama havia alertado Assad de que, caso seu governo usasse armas químicas no combate aos rebeldes, estaria “cruzando a linha vermelha”, levando os Estados Unidos a “recalcularem sua posição”.

O saldo da guerra
 . O conflito armado na Síria já causou a morte de mais de 470 mil pessoas morreram, de acordo com estimativas do      Centro Sírio para Pesquisas Políticas.
 .  Segundo a ONU, a guerra também levou cerca de 10 milhões de sírios a cruzarem a fronteira do país em busca de        paz.
 . No Líbano, 25% da população já é composta por sírios refugiados, segundo informações do History Chanel.
 .Mais de 7,5 milhões de crianças já foram afetadas diretamente pela guerra síria. Dessas, mais
 .Após os três primeiros anos de conflito, a expectativa de vida na Síria foi reduzida em mais 20 anos de 79 anos       para 55 anos, de acordo com o Centro Sírio de Pesquisa Política.

*Com informações da agência Ansa

Fonte: IG

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Autor: redação
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