General Mourão disse que a intervenção federal no Rio é “meia sola”

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Para general, intervenção no Rio é ‘meia sola’ e Braga Netto é ‘cachorro acuado’

Em sua primeira manifestação desde que deixou a ativa, o general do Exército Antonio Hamilton Mourão afirmou nesta quarta-feira que a intervenção do governo federal no Rio de Janeiro é “meia sola” e que o general Walter Braga Netto, nomeado interventor, é um “cachorro acuado”, por não ter poder político. O general da reserva falou à imprensa após sua cerimônia de despedida da Força nesta manhã, e defendeu que o governador do Estado, Luiz Fernando Pezão, também deveria ser afastado.

— Se é intervenção é intervenção, não se intervém pela metade né? Já que há o desgaste da intervenção vamos nos desgastar por inteiro e não por partes — disse o militar da reserva.

Para o general, atual modelo de intervenção, que prevê total poder do general Walter Souza Braga Netto para comandar a Segurança Pública e o sistema prisional do Estado, é incapaz de resolver o problema.
— O Braga Netto não tem poder político, ele é um cachorro acuado no final das contas , não vai conseguir resolver o problema dessa forma e nós (o Exército) só vamos apanhar — afirmou.

Ele chegou a citar intervenções do Exército no século XIX para defender que o general Braga Netto deveria ter mais poder.

— A intervenção no Rio é uma intervenção meia-sola, vamos lembrar no século XIX houve várias intervenções nas províncias, o interventor era o Caxias, assumia o quê? O poder político e o poder militar — afirmou.

O general, que ficou famoso no ano passado ao sugerir intervenção militar para estabilizar o país, disse nesta tarde que a solução para a crise política passa pelo voto da população e pela atuação do Judiciário para “expurgar” as pessoas que, na visão dele, não devem estar na vida pública. Ele também disse que o Exército não é “apolítico”.

— Ele (o Exército) tem que ser político, exercer a política dentro dos seus limites. Agora ele é apartidário, porque ele não serve ao governo, serve ao Estado e a Nação.

Também nesta tarde, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas, voltou a defender mudanças nas regras de engajamento das tropas durante a intervenção no Rio. Para ele, a mudança é fundamental para enfrentar a violência no Estado.

— Essa questão está sendo discutida (com o Judiciário) porque ela e fundamental para que nós tenhamos eficiência e obtenhamos alguma superioridade nos enfrentamentos contra o crime organizado — afirmou.

O general classificou a intervenção como uma das últimas oportunidades para o Estado brasileiro resolver o problema e pediu o apoio da população, Judiciário e Ministério Público.

— O nosso soldado que está la é um chefe de família, é o filho de alguém, que está dedicando ali seu tempo e arriscando sua vida em prol da sociedade. Então eu peço que haja esse carinho, essa proteção (Jurídica) para o pessoal que será empregado.

Fonte: extra.globo

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Autor: redação
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