Melo tem razão: Exército tem que se engajar, sim, na luta contra o narcotráfico nas fronteiras brasileiras

Considerar “maluca”, como fazem alguns colunistas e articulistas da imprensa local, a proposta que o governador José Melo (Pros) pretende levar à presidente Dilma Rousseff sobre o engajamento das Forças Armadas na guerra contra o narcotráfico nas fronteiras do País, é, no mínimo, precipitado e injusto.

Tendo em vista as estruturas logísticas deficientes da Polícia Federal e o histórico de corrupção e, às vezes, conluio com os traficantes por parte da Polícia Militar na maioria dos estados, é necessário, sim, o envolvimento das três maiores forças militares contra o narcotráfico que, sem nenhuma dúvida, mais do que nunca hoje desafia a segurança nacional.

Muito bem organizado e com bastante dinheiro à sua disposição, os narcotraficantes compram empresários, políticos e policiais, desmoralizando as instituições; contaminam e transformam crianças e adolescentes em mão-de-obra de seus propósitos escusos; manipulam os Parlamentos; corrompem e controlam executivos, e não raro os veículos de comunicação noticiam seus esquemas diabólicos com membros do Poder Judiciário.

Então, a proposta de José Melo procede e deve ser debatida e levada a sério por Dilma e o Congresso Nacional. As Forças Armadas existem para garantir a segurança do País – e essa segurança está sendo vilmente pisoteada pelos narcotraficantes.

 

“Tropa de Elite 3”
Todo mundo lembra de uma grande operação militar, desencadeada durante o governo do ex-presidente Lula, quando a Marinha do Brasil apoiou as tropas do BOPE (Batalhão de Operações Especiais da polícia Militar) no Rio de Janeiro, mais precisamente na Penha, ocupando o bunker dos traficantes de drogas na Cidade Maravilhosa.

A população fluminense aplaudiu de pé a operação, denominando-a de “Tropa de Elite 3”. Participaram do ataque seis blindados do Corpo de Fuzileiros Navais, da Marinha, transportando militares e policiais do BOPE.

A histórica ação das Forças Armadas restaurou a ordem no Rio e foi comparada à ação de desembarque das tropas aliadas na Normandia, abrindo as portas para a derrota da Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial.
No Peru, a guerra é total
No Peru, as Forças Armadas e a Polícia Nacional aumentam cada vez mais seus esforços para desarticular pistas clandestinas usadas por traficantes de drogas.

Em novembro passado, os agentes destruíram ou desativaram 15 pistas de pouso clandestinas usadas por narcotraficantes para transportar cocaína, precursores químicos da cocaína e pasta de cocaína.

As substâncias são geralmente importadas do Brasil, da Bolívia e da Colômbia. Ao minar a capacidade dos narcotraficantes de transportar drogas em aviões, os militares e as autoridades policiais do Peru os obrigam a usar rotas terrestres.

 

 

 

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fonte: portal Zacarias /  Foto: Reprodução / Internet- Em maio de 2013, o Exército Brasileiro fechou toda a faixa de fronteira de Mato Grosso do Sul contra o narcotráfico

Autor: Direto da Redação
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