Novos cortes bilionários atingem Forças Armadas, Agricultura, Educação e outros setores importantes

A retração mais significativa, considerado o valor investido no primeiro trimestre deste ano em oposição ao de 2014, ocorreu no Ministério da Defesa, ‘responsável financeiro’ das Forças Armadas. A Pasta aplicou R$ 1,7 bilhão a menos do que no ano passado, haja vista que as aplicações caíram de R$ 2,8 bilhões para R$ 1,1 bilhão. Sendo assim, 45% do decréscimo de investimentos da União são de responsabilidade do órgão.

Em seguida, o Ministério do Desenvolvimento Agrário, que bateu recordes de investimentos em 2014 com entregas de kits de equipamentos agrários a municípios, reduziu as aplicações em R$ 1,1 bilhão. Enquanto no primeiro trimestre do ano passado o orgão havia aplicado R$ 1,2 bilhão, o montante somou R$ 90,7 milhões. Tal diferença significa queda percentual de 92%.

Outras reduções de grandes importâncias foram encontradas no Ministério da Educação, de R$ 669,7 milhões, no Ministério dos Transportes, de R$ 560,9 milhões, e Ministério da Saúde, de R$ 504,2 milhões.

Cortes no “PAC Orçamentário”

O desempenho da execução do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) também foi prejudicado pelos ajustes fiscais. As iniciativas do programa receberam 34,5% a menos de recursos nos três primeiros meses de 2015 quando comparadas ao mesmo período do ano passado. Os valores aplicados no chamado “PAC Orçamentário” passaram de R$ 9 bilhões em 2014 para R$ 5,9 bilhões neste exercício.

No Decreto 8.412/2015, os cortes no PAC ficam ainda mais evidenciados. No Projeto de Lei do Orçamento Geral da União de 2015, a verba prevista para o programa era de R$ 65 milhões. Projetando-se o limite do primeiro quadrimestre contido no referido Decreto para todo o exercício, os investimentos do PAC seriam reduzidos para R$ 45.528 milhões, o que representa corte de R$ 19,5 bilhões.

As beneficiárias do programa já estão sentindo os cortes. Empresas contratadas para prestação de serviços relataram atrasos de 90 dias dos pagamentos. Segundo o presidente da comissão de Obras Públicas da Câmara Brasileira da Indústria e Construção, Carlos Eduardo Lima Jorge, os atrasos em repasses de recursos do Minha Casa, Minha Vida variam de 20 a 30 dias e os do PAC atingem 90 dias.

Ao jornal Valor Econômico, explicou que o agravante do cenário para o recuo dos pagamentos é que as empresas do setor não dispõem de recursos para financiar as obras enquanto aguardam os pagamentos, pois estão com dificuldade de acesso à crédito após envolvimento em esquemas de corrupção, como o da Lava Jato. “Há uma redução drástica do ritmo de obras de infraestrutura em todo o país”, disse ele. (Informações de Contas Abertas)

 

fonte: folhacentrosul

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Autor: Direto da Redação
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