O Andarilho

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Por Isaura Ardenghi Reichmann

Roupa suja esfarrapada
Sandálias nos pés
Caminhando devagar
O Andarilho sem destino
Continuava sua jornada
Quando na cidade chegou
Ninguém com ele conversou
Sozinho, encolhido
Na calçada sentou
Pessoas a circular
A sua volta
Rostos anônimos na multidão
Escondendo cada um
Sua própria história
Eram vidas como a dele
Que ali cruzavam sem cessar
Buscando cada qual
O seu caminho
No próprio andar
O Andarilho
Da calçada levantou
E o caminho contínuou
Sentiu sede
De pedir água, medo sentiu
Olhou a sua volta
Tantos rostos e ninguém lhe sorriu
Quando ao seu lado,  um menino
De colegial trajado
Sua  mão estendeu
E a merenda que na mochila levava
Lhe deu
Surpreso ficou
Suas mãos levantou
Os joelhos curvou
Agradecendo à Deus
Chorou e sua alma calou
Para sorrir do que viu
Sentiu, que foi Deus
Através do gesto do menino
O alimento lhe deu
Ordenando à ele
O Andarilho
Continuar o seu destino
Em busca de um novo amanhecer

Foto: internet / ilustrativa

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Autor: isaura ardenghi reichmann
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