Solidão

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De Isaura Ardenghi Reichmann

Solidão
É estar arrodeada
Ter agrado
Os olhos molhados
Sem o próprio pranto derramar
Olhar o infinito
Sem sentir
O sentido
De continuar a caminhar
Quando busca um ombro amigo
Sentir-se oprimida
Sabendo que suas lamurias
São difíceis do outro suportar
É correr sem saber
O  que vai encontrar
Ter medo de ouvir
E se magoar
Solidão
É retroceder no tempo
Viver de lembranças, nelas se refugiar
Pois tem a liberdade de escolher
Qual lembrança
Queres ver em tua mente flutuar
É um salão
Todo iluminado
De gente lotado
Enfeitado
Rostos pintados
Purpurina e paete
A orquestra a tocar
Sorrisos nos lábios a brotar
E você em um canto
A tudo assiste e nada vê
Solidão
É como caminhar
Em uma rua movimentada
As buzinas estridentes
Ranger de pneus de carros
O vai e vem de pessoas
E você anônima
Contínua silenciosa
A tua vida a transcorrer
Solidão
É sorrir
Quando tem vontade
Do pranto derramar
E ao mundo gritar
A tua dor.

imagem: ilustrativa internet

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Autor: isaura ardenghi reichmann
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