Atenção! Cuidado com garrafões ou garrafas de plástico

O Perigo  do plástico aquecido.

Ontem,  recebemos esse texto através  do whatsapp importantíssimo e  estamos repassando para vocês leitores do Portal Barrancas, alertando sobre o perigo  do plástico aquecido. Preocupados com a saúde bebemos água mineral que vem em garrafão ou em garrafas de plástico,   o transporte é feito em caminhões abertos, normalmente com um sol de mais de 30 graus, se isso não bastasse,  vem um em cima do outro, aumentando ainda mais o calor, tem os refrigerantes que é da mesma forma.  Fui pesquisar sobre o assunto,  achei vários textos com base cientifica,  escolhemos postar o texto completo do site ecycle, mas  a sociedade brasileira de endocrinologia e metabologia  do site endocrino , também faz referencia sobre esse assunto como outros sites.

O Portal Uol fez uma reportagem onde constatou que os casos de câncer vão aumentar 50% até 2030, em Humaitá não é diferente.  Sabemos que tem outros fatores, mas esse do plástico aquecido é bem relevante, já que usamos todos os dias,  pode ser prático e de baixo custo, mas valerá a pena o preço que estamos pagando e iremos pagar?

Texto recebido pelo whatsapp:

“O veneno  que  sai do plástico aquecido, é chamado antimônio e vem sendo denunciado há muito tempo. Se você deixar a sua garrafa de plástico com água no carro durante os dias quentes e você beber a água depois de ter sido aquecida, você corre o risco de desenvolver câncer de mama. Os médicos explicam que o calor faz com que o plástico emita um resíduo químico tóxico que produz este tipo de doença na mama. Esse tóxico é o mesmo encontrado no tecido da mama com câncer. Então por favor, não tome água de garrafas de plásticos que foram aquecidas e passe isso para todas as mulheres. Não aqueça no forno (micro-ondas), alimentos em recipientes de plásticos. Aqueça em recipientes de cerâmicas ou de vidro que suporte o calor. As mulheres devem ser informadas para evitarem o problema”.

Texto completo do site ecycle:

Endocrinologistas e pesquisadores vêm estudando a possibilidade de certos compostos químicos interferirem no funcionamento do nosso organismo. Um deles é o bisfenol-A (BPA), composto químico utilizado na fabricação do policarbonato, que é um tipo de plástico rígido e transparente. Esse composto é muito empregado em embalagens de alimentos, recipientes plásticos usados na cozinha, revestimento interno de latas de alumínio, escovas de dente, em grande parte das mamadeiras plásticas e na composição de papéis termo-sensíveis, como extratos e comprovantes bancários.

Estudos apontam que o BPA simula o comportamento do estrogênio, hormônio feminino, no organismo, interferindo no funcionamento de algumas glândulas endócrinas, e pode também alterar a ação de vários hormônios. Para completar, o estudo Toxic Baby Bottles, publicado pelo Environment California Research and Policy Center, revela que, mesmo em pequenas quantidades, esse produto químico pode provocar doenças, tais como: alterações do sistema imunológico, aumento da próstata, diabetes, hiperatividade, infertilidade, obesidade, puberdade precoce e câncer da mama.

No Brasil, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) tenta há algum tempo fazer com que seja proibido o uso desse disruptor endócrino em produtos nacionais. E a entidade já teve algum sucesso: desde o dia 1° de janeiro de 2012, as mamadeiras fabricadas no país ou importadas não podem conter essa substância, conforme a resolução RDC n° 41, de setembro de 2011. Decisão semelhante tomaram outros países, como Dinamarca, alguns países da União Europeia e alguns estados dos EUA e o Canadá, precursores desse movimento. Agora, a SBEM busca fazer com que essa resolução também inclua brinquedos (o BPA é especialmente agressivo para crianças de 0 a 12 meses, porque o sistema endócrino delas ainda está em formação) e embalagens de alimentos.

Especialistas estimam que uma pessoa ingira, em média, até 10 mg de bisfenol-A por dia, que são liberados a partir de copos descartáveis, escovas de dentes e outros produtos plásticos.  Essa quantidade contraria a recomendada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que considera uma dose de 0,6 mg por quilo de alimento dessa substância não prejudicial à saúde.  No entanto, alguns especialistas afirmam que esse componente pode permanecer no corpo humano por um longo período, podendo provocar, com isso, um efeito acumulativo.

Como funciona a atividade estrogênica

O bisfenol-A é considerado uma molécula instável e com facilidade de migrar dos produtos para os alimentos apenas com mudanças de temperatura ou danos à embalagem. Quando o produto que contém essa substância química é exposto ao sol, aos raios ultravioleta e infravermelho ou tem contato com álcool, o “estrogênio” é liberado.  Desse modo, quando uma vasilha plástica é colocada no micro-ondas ou contém um alimento quente, ocorre uma intensa transferência de bisfenol-A com lixiviação química (retirada de uma substância presente em componentes sólidos por meio da sua dissolução num líquido) 55 vezes mais rápida do que quando é armazenado nela um alimento frio.  O mesmo acontece quando essa vasilha é lavada com agentes de limpeza ou detergentes agressivos ou ainda colocada com frequência na máquina de lavar.

Sabendo desses perigos, diversos setores industriais começaram a fabricar alguns produtos isentos de BPA, chamados “BPA free”.  A diferença de custo de fabricação desses produtos não se alterou de modo significativo: os polímeros que podem fazer com que um produto seja livre da atividade estrogênica têm um preço similar aos polímeros feitos a partir de monômeros que têm atividade estrogênica. O polipropileno (PP) que não possui aditivos que tenham atividade de simulação de estrogênio (mesmo depois de sofrer tensão), por exemplo, custa aproximadamente R$ 2,40/kg; o mesmo preço das resinas de polipropileno que contêm aditivos com atividade de simulação de estrogênio. Contudo, um estudo publicado pela Environmental Health Perspectives revelou que mesmo produtos rotulados como “BPA free” apresentaram atividade estrogênica, especialmente quando eles foram expostos a solventes mais e menos polares, e colocados em condições de tensionamento usuais.

Essa questão da atividade estrogênica provocada pelo BPA ainda é controversa porque, por enquanto, a maioria das pesquisas foi feita com animais mamíferos. No entanto, pode-se esperar que os resultados obtidos dessa experiência sejam também aplicados a nós, uma vez que o mecanismo endócrino foi altamente conservado, ao decorrer da evolução da espécie humana, em todas as classes de vertebrados, como aponta Kavlock em seu estudo.

Dicas para reduzir a exposição ao bisfenol-A

Com tantas incertezas a respeito da substância, é bom se precaver. Siga algumas dicas simples:

Não esquente no micro-ondas

Evite levar bebidas e alimentos acondicionados em plástico, pois o bisfenol-A é liberado em maiores quantidades quando o plástico é aquecido.

Evite o freezer

Alimentos e bebidas guardados em plástico, porque a liberação do composto também é mais intenso quando o plástico é resfriado.

Evite pratos, copos e outros utensílios de plástico

Opte pelo vidro, porcelana e aço inoxidável na hora de armazenar bebidas e alimentos.

Utensílios de plástico

Evite utilizar utensílio de plástico que estejam lascados, arranhados ou amassados. Tente não lavá-los com detergentes fortes ou colocá-los na máquina de lavar louças.

Fique de olho

Se usar embalagens plásticas para acondicionar alimentos ou bebidas, evite aquelas que tenham os símbolos de reciclagem com números 3 e 7 no seu interior e na parte posterior da embalagem. Esses dados indicam que a embalagem contem bisfenol-A na sua composição.

Na dúvida, é melhor evitar os plásticos transparentes e mais duros – eles geralmente são feitos de BPA.

Fonte: ecycle./ Imagens: Shutterstock e Acik – internet

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