Conheça o clube de leitoras manauaras ‘Caboquinhas que Leem’

“Mais do que discutir sobre os livros que leem, as mulheres que fazem parte do grupo também compartilham experiências e ajudam umas as outras”

Manaus – Na capital, o clube de leitura ‘’Caboquinhas que Leem’’ foi pensado para incentivar e fortalecer as leitoras manauaras, além de divulgar e apoiar a literatura, sobretudo nacional. No grupo criado no Whatsapp, através do contato diário, o enfoque são as leitoras. Uma rede de apoio foi criada e todas fazem parte de um engajamento cultural, social e psicológico.

História

Em 2016, as leitoras do clube tinham o hábito de interagir através do Facebook. Aproveitando uma postagem de uma autora nacional, algumas manauaras decidiram manter contato por meio do Whatsapp.

Aproveitando uma postagem de uma autora nacional, algumas manauaras decidiram manter contato por meio do Whatsapp
Aproveitando uma postagem de uma autora nacional, algumas manauaras decidiram manter contato por meio do Whatsapp | Foto: Arte: Diego Silver (@thesilverink)

Desde então, as interações passaram a ser diárias e um grupo no Facebook foi criado somente para leitoras e autoras amazonenses interessadas em divulgar seus trabalhos. Um perfil no Instagram também foi criado e aberto para todos os amantes da literatura, principalmente, nacional.

As integrantes

A professora e pedagoga, Ivany Souza, de 41 anos, é a coordenadora do grupo e contou que o espaço – além de mantê-la atualizada em relação aos lançamentos literários – também a permite utilizar seus conhecimentos profissionais para ajudar outras mulheres. Seja na correção e revisão de textos de outras autoras ou na parte criativa, Ivany busca sempre ajudar e reforçar a importância da literatura.

Seja na correção e revisão de textos de outras autoras ou na parte criativa, Ivany busca sempre ajudar
Seja na correção e revisão de textos de outras autoras ou na parte criativa, Ivany busca sempre ajudar | Foto: Divulgação

Outra integrante, a administradora e autora da duologia ‘’Paixão’’, Ana Rita Cunha, de 40 anos, explica que conheceu o clube por meio de uma amiga leitora, que a convidou para participar.

‘’O maior benefício do grupo, em minha opinião, é a parte de interação entre as mulheres. O clube tornou-se, com o passar dos anos, um grupo de ajuda entre as mulheres, um lugar onde elas se sentem seguras para desabafar, para falar a respeito de tudo e não só sobre livros,’’ esclarece Ana.

''Hoje me sinto realmente uma autora amazonense e acompanhada'', afirma a autora
”Hoje me sinto realmente uma autora amazonense e acompanhada”, afirma a autora | Foto: Divulgação

Além disso, Ana também fala sobre como se sentia uma autora e leitora sozinha. ‘’Eu lia e escrevia e tinha algumas leitoras fora de Manaus, mas hoje me sinto realmente uma autora amazonense e acompanhada, pois lemos e discutimos juntas’’, afirma.

Taís Monteiro tem 25 anos, é psicóloga e também faz parte do clube. Ela informa que conheceu o grupo por meio da professora Ivany e que, logo de cara, se surpreendeu com a harmonia e a força que ali existem. Além disso, ela também relaciona o dia a dia no grupo com a vida profissional.

‘’Como psicóloga, vi no grupo uma função de rede de apoio social. Primeiro porque há mulheres que nunca tiveram um livro autógrafo ou mesmo a oportunidade de ter um livro seu e hoje as “Caboquinhas” oferecem isso a elas. E segundo, pelo desenvolvimento que o grupo propicia, a desenvoltura que ele estimula’’, desenvolve Taís.

A psicóloga Taís relaciona o dia a dia no grupo com a vida profissional
A psicóloga Taís relaciona o dia a dia no grupo com a vida profissional | Foto: Divulgação

Ela revela, além disso, que o grupo faz a diferença em sua vida, por ser uma pessoa introvertida que viu nesse espaço uma grande oportunidade de interação social. Ela recomenda até mesmo em seus atendimentos que as pessoas façam parte de um grupo, para que consigam se sentir mais sociáveis e felizes.

Maylla Vasconcelos, de 24 anos, confessa que quando entrou no grupo estava passando por um momento muito estressante em sua vida. Para ela, as mulheres ali também representam uma família, pois a ajudaram quando ela precisou e a ajudam até hoje quando necessário.

''A leitura deve ser instigada, deve ser motivada, porque ler é algo muito bom'', afirma a leitora
”A leitura deve ser instigada, deve ser motivada, porque ler é algo muito bom”, afirma a leitora | Foto: Divulgação

Ela também fala da relevância de um clube como esse na cidade de Manaus. ‘’É importante, porque em Manaus não vemos muita manifestação de grupo de leitores e leitoras. A leitura deve ser instigada, deve ser motivada, porque ler é algo muito bom, ainda mais para quem tem problemas psicológicos, por exemplo. Eu tenho minhas lutas diárias e ler me ajuda bastante’’, encerra Maylla.

Como fazer parte

Todas as leitoras amazonenses são muito bem-vindas a participar do clube por meios das redes sociais: Instagram e Facebook.

Fonte d.emtempo.com.br

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