EUA: Fungos mortais são detectados em casas de repouso e hospitais

EUA: Fungos mortais são detectados em casas de repouso e hospitais   Notícias   R7 Saúde

“O fungo multirresistente Candida auris ainda não foi encontrado no Brasil”

CDC – Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos EUA

Um relatório do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) do governo dos Estados Unidos divulgado recentemente mostrou que 34 mil pessoas morrem e 2,8 milhões ficam doentes por ano naquele país devido a infecções por micro-organismos resistentes, como fungos e bactérias. Houve um aumento de 800 mil pacientes por ano em relação ao relatório anterior, de 2013.

Por outro lado, houve um declínio de 30% nas mortes, o que foi atribuído a melhor higiene de enfermeiros e médicos, que estão mais conscientes sobre a importância de lavar as mãos, segundo o relatório.

Diante desses números, o Estado de Nova York decidiu revelar dados, então sigilosos, sobre quais instituições apresentam um novo e virulento fungo que está se alastrando, segundo o jornal norte-americano The New York Times. São 64 hospitais e 103 casas de repouso. O objetivo é conter a propagação, principalmente do fungo Candida auris, que se espalha rapidamente.

No Estado de Nova York, a maior concentração de pacientes com C. auris está em Manhattan, Brooklyn e no Queens.

“A resistência antimicrobiana é pior do que pensávamos”, afirmou Michael Craig, consultor sênior em resistência a antibióticos do CDC ao jornal. Segundo ele, a cada 11 segundos alguém nos EUA sofre uma infecção resistente e a cada 15, alguém morre em decorrência disso.

O Candida auris é resultado de uma evolução do fungo do gênero Candida, que habita o trato gastrointestinal humano. Não se sabe ainda em qual local houve a evolução desse fungo, gerando a nova espécie.

Considrado o fungo multirresistente mais temido no mundo, ainda não foi encontrado no Brasil. O Ministério da Saúde emitiu um comunicado de risco, em 2017, sobre a presença da Candida auris na América Latina. O Hospital das Clínicas de São Paulo é um dos únicos da região que dispõe de tecnologia para diagnóstico de fungos mais raros.

Os sintomas da infecção pelo fungo podem passar despercebidos, sendo os mais comuns febre e calafrios que não melhoram após o tratamento com antibióticos para uma suspeita de infecção bacteriana, de acordo com o CDC.

Esse fungo é transmitido pelo contato com pessoas infectadas ou superfícies contaminadas, especialmente em ambientes médicos. Pessoas submetidas a procedimentos invasivos, como cirurgias, que têm que usar cateter, são mais vulneráveis ao contágio. O diagnóstico é feito por meio de cultura de sangue ou urina, mas pode ser confundido com outras infecções.

A pessoa contaminada pelo fungo deve permanecer isolada para evitar sua disseminação. O tratamento é realizado com medicamentos antifúngicos. Devido à difícil detecção e tratamento a infecção pode levar à morte.

Entre as infecções resistentes a medicamentos, o relatório cita ainda uma forma de gonorreia que vem se espalhando entre jovens e homens gays, infecções do trato urinário entre mulheres e uma infecção bacteriana mortal causada pela bactéria Clostridioides difficile, que destrói os intestinos, entre pacientes hospitalizados. Já a superbactéria MRSA está em declínio, segundo o CDC.

A ONU estima que as infecções resistentes a medicamentos matem 10 milhões de pessoas no ano de 2050, mais do que o número projetado para morte por câncer naquele ano.

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Fonte: noticias.r7.com

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