Foto mostra quatro fenômenos acontecendo no céu simultaneamente

“Um cometa, um meteoro, uma aurora boreal e um fenômeno ainda pouco conhecido formaram uma linda paisagem no céu do Canadá”

 

Durante a semana passada, o cometa Neowise – que agora pode ser visto no Brasil – mostrou todo o seu brilho pelo hemisfério norte. Em meio ao show individual do cometa, uma foto capturada na última terça-feira (14), a partir da província canadense de Manitoba, foi capaz de flagrar diversos fenômenos acontecendo no céu simultaneamente à passagem de Neowise.

Além do cometa mais popular dos últimos dias, Donna Lach, agricultora e voluntária de um programa de ciência cidadã chamado Aurorasaurus, flagrou o exato momento em que um meteoro e STEVE (sigla em inglês para Forte Aprimoramento da Velocidade das Emissões Térmicas) – faixas verticais roxas e dançantes no céu – também deram as caras frente a uma aurora boreal. Portanto, quatro fenômenos naturais foram fotografados de uma só vez. Confira:

Reprodução
As setas, de cima para baixo, apontam o meteoro, STEVE e Neowise; a aurora boreal é a faixa esverdeada ao fundo. Imagem: Donna Lach

“Fiquei emocionada ao ver que consegui pegar o intervalo de STEVE a Neowise”, contou Lach. “Eu não conseguia acreditar quando peguei o longo meteoro de uma só vez. Fiquei sorrindo e dizendo ‘uau'”, completou.

STEVE foi, inclusive, descoberto pelo programa Aurorasaurus, que é financiado pela Nasa e pela Fundação Nacional da Ciência (NSF, na sigla em inglês) dos Estados Unidos. Apesar de parecido com auroras boreais, que surgem quando partículas carregadas do Sol interagem com oxigênio e nitrogênio na atmosfera da Terra, a origem de STEVE ainda é um mistério.

De acordo com Lach, sua expectativa inicial era capturar apenas Neowise e a aurora boreal, mas o resultado acabou sendo muito melhor do que o esperado. “Os relatórios previam a aurora há alguns dias, então eu estaria pronto para pegar os dois”, explicou a agricultora. Ela não sabia que veria STEVE e o meteoro.

Reprodução
A mesma foto anterior, mas sem as setas para atrapalhar. Imagem: Donna Lach

Ainda segundo Lach, ela passou repelente de mosquitos e ficou ali aguardando até que pudesse ver Neowise, quando, às 23h30 (horário local), o cometa estava acima da linha do horizonte e a aurora brilhava em metade do céu. Uma hora e meia depois, as faixas verticais de STEVE apareceram longe do cometa, mas não longe o bastante para que a lente grande-angular de sua câmera pudesse capturar ambos. “Uma noite épica que nunca esquecerei”, comemorou a agricultora. No total, ela tirou mais de 600 fotos.

No decorrer desta semana, Neowise ficará cada vez mais visível, mas, depois que partir, só retornará ao Sistema Solar interno daqui a 6.768 anos. Não perca a oportunidade de observá-lo.

 

 

Por Nina Gattis, editado por Daniel Junqueira
Via: ScienceAlert
https://olhardigital.com.br

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