Homem atira em simulação de assalto em namorada e ainda fez visita no hospital

Homem atira em simulação de assalto em namorada e ainda fez visita no hospital

Um caso simplesmente bizarro teve seu desfecho na manhã da última quarta-feira (11) em Guarulhos, no Estado de São Paulo. Paulo Roberto da Silva, de 36 anos, foi preso por matar a ex-namorada Renata Ranyelle Almeida, de 23 anos.

O homem estava foragido da polícia e sua culpa foi o crime cometido no dia 23 de novembro na cidade de São Miguel, no Rio Grande do Norte.

Segundo a Polícia Civil, o homem se passou por assaltante e atirou na mulher enquanto ela recolhia o dinheiro do caixa da loja onde trabalhava. Câmeras de segurança gravaram o crime.

Paulo estava escondido na casa de amigos que têm um comércio em Guarulhos. Ele foi encontrado em um galpão. A Polícia Civil ainda afirmou que o homem deixou São Miguel (RN) de carro, viajando pelo interior do país em um veículo alugado por outra pessoa.

Acusado de simular assalto e atirar na cabeça de mulher é preso em SP

“Provavelmente ele chegou a Guarulhos no dia 30, ficando na casa de conhecidos de São Miguel, que moram lá e que sabiam o que ele tinha feito. Mesmo assim, deram guarida. É um réu confesso. Estamos com elementos comprobatórios e a confissão que apontam que ele é o autor desse crime bárbaro. Ele já tinha um histórico de violência doméstica que culminou agora com essa morte”, afirmou o delegado Inácio Rodrigues.

Imagens do crime e visita ao hospital

O que Paulo não imaginava, porém, é que as imagens do crime registraram quando Paulo Roberto apareceu de capacete na loja onde Renata trabalhava e onde o assassinato aconteceu. Ele tentou simular um assalto.

No vídeo, é possível ver Renata esvaziando o caixa do estabelecimento, para entregar o dinheiro ao bandido. Mesmo sem ela esboçar qualquer reação, Paulo levanta o braço e atira no rosto dela, fugindo em seguida sem levar nada. Após o crime, ele ainda visitou a mulher no hospital.

Renata não morreu na hora e chegou a ser socorrida. Ela passou seis dias internada no Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró (RN), mas não resistiu aos ferimentos.

O assassino Paulo Roberto da Silva esteve no hospital e apareceu em uma foto segurando a mão de Renata. Em depoimento aos policiais, ele confirmou que, naquele momento, já estava arrependido do crime.

Paulo Roberto da Silva aparece segurando a mão de Renata no hospital / Foto : DivulgaçãoPaulo Roberto da Silva aparece segurando a mão de Renata no hospital / Foto : Divulgação

Pena por feminicídio pode variar de 12 a 30 anos de prisão

Paulo Roberto da Silva, acusado de matar sua ex-namorada com um tiro na cabeça em uma simulação de assalto, foi preso nesta quarta-feira (11), em Guarulhos, Grande São Paulo. Ele estava foragido depois que o assassinato foi gravado por câmeras de segurança do local onde a vítima trabalhava, na cidade de São Miguel (RN).

O homem informou aos policias que atirou contra a mulher por ciúmes porque a moça tinha saído com um outro homem. Ele foi ao local onde a moça trabalhava, simulou um assalto e atirou contra a cabeça da jovem, sem que ela esboçasse qualquer reação.

Ainda de acordo com depoimentos, ele chegou a se arrepender do crime, e foi para o hospital vistar a vítima depois de ter atirado nela. Fotos em redes sociais mostram o rapaz segurando a mão da ex-companheira na cama do hospital.

A prisão

Policiais conseguiram deter o foragido em uma adega na rua Jaroslav Hajek, número 44, na Vila Carioca, em Guarulhos. O homem trabalhava como vendedor de bebidas no local e foi preso no momento que chegava ao trabalho. O detido apresentou para os policiais uma cédula de identidade em nome de Flavio Pinheiro Gomes, que havia sido emitida no Ceará.

Paulo estava acompanhado dos sócios da adega, que informaram aos policiais que sabiam que o homem estava foragido. Foi apreendida no local uma pistola da marca Taurus, calibre 380, número KLZ45180, e uma identidade falsa em nome de Laercio Pessoa de Freitas, também emitida no Ceará.

O homem está detido na Decade (Delegacia de Capturas e Delegacia Especiais), no centro de São Paulo. Caso condenado, ele pode ser preso por 12 a 30 anos pelo crime de feminicídio, quando o homicídio contra a mulher ocorre por razões da condição de sexo feminino.

Fonte: noamazonaseassim.com

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