Metade dos adolescentes acha que seus amigos têm comportamento de risco na internet

EBC

Uma pesquisa recente do Unicef revelou dados preocupantes sobre o uso da internet pelos adolescentes. Segundo o estudo conduzido em 25 países, cinco em cada dez jovens acham que seus amigos têm comportamento de risco na rede; e 80% dos jovens acreditam que adolescentes correm risco de sofrer abuso sexual online. O Ponto Com desta segunda (25) conversou sobre isso com Mário Volpi, coordenador do programa Cidadania dos Adolescentes do Unicef, e Rodrigo Nejm, da Safernet Brasil.

No dia em que se celebra o Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha, Amanda e Morillo também bateram um papo com o youtuber PHCôrtes, de 14 anos, que tem se destacado na rede com vídeos em que resgata a história de heróis e heroínas negros brasileiros.

6’25” Mário Volpi, coordenador do programa Cidadania dos Adolescentes, do Unicef, comenta a pesquisa sobre os riscos corridos pelos jovens na rede

O estudo “Perigos e possibilidades: crescendo online” foi feita com 10 mil jovens de 18 anos em 25 países, incluindo o Brasil.  “A pesquisa mostra que os jovens têm consciência de que a internet é um espaço de oportunidade, mas também um espaço no qual você sofre assédio, cyberbullying ou discriminação”, diz. Volpi ressalta que pensar que compartilhar momentos íntimos com os amigos na rede e achar que a divulgação ficará restrita àquele grupo é ingenuidade. Ouça no podcast outros comportamentos de risco na web.

19’30” Rodrigo Nejm, da Safernet Brasil, fala sobre os cuidados na navegação

Para Nejm, os jovens devem refletir de forma mais crítica sobre brincadeiras aparentemente inocentes que reproduzem a discriminação do mundo real na rede. “Os adolescentes não percebem, às vezes, a diferença entre uma ‘zoeira’ e onde aquilo deixar de ser brincadeira e passa a ser uma violência”, aponta.

35’30” O youtuber PHCôrtes fala sobre seu canal sobre heróis negros brasileiros

O vlogueiro participa nesta semana do Festival Latinidades em Brasília, que celebra mulheres negras na América Latina. Segundo Côrtes, uma das dificuldades para colocar os vídeos no ar é a falta de literatura sobre cultura negra no país, mas o retorno do público compensa o esforço. “Outro dia recebi um comentário de uma menina dizendo que tinha orgulho se ser negra por causa dos meus vídeos”, conta.

 

Por Rádios EBC Edição:Portal EBC

Fonte: www.ebc.com.br

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