Novo “MacGyver”? Robô é capaz de construir ferramentas com qualquer objeto

Pesquisadores treinaram um robô para que ele fosse capaz de unir um conjunto de peças para criar ferramentas específicas, em um conceito bem conhecido, chamado de “MacGyvering”. O trabalho foi apresentado no evento Robotics: Science and Systems 2019 por Lakshmi Nair, estudante de doutorado na Escola de Computação Interativa do Instituto de Tecnologia da Geórgia e que foi uma das responsáveis por esse experimento.

O nome da técnica foi baseado na icônica série de televisão da década de 1980 MacGyver e que fora reiniciada recentemente. Para quem não se lembra, o personagem-título, conhecido por sua habilidade não-convencional de resolver problemas, usa diferentes recursos disponíveis para criar armas e ferramentas. Por anos, cientistas da computação e outros têm trabalhado para fornecer robôs com capacidades semelhantes ao do personagem.

O trabalho, que usa uma nova capacidade de raciocinar sobre a forma, a função e a conexão de peças não relacionadas, é um passo significativo para permitir que agentes inteligentes criem ferramentas mais avançadas que podem ser úteis em ambientes perigosos e potencialmente ameaçadores à vida.

Usando machine learning, o robô aprende a combinar forma e função — quais formas de objeto facilitam um resultado específico — a partir de numerosos exemplos de objetos do cotidiano. Por exemplo: aprendendo que a concavidade das tigelas lhes permite conter líquidos, usa esse conhecimento ao fazer uma colher. Da mesma forma, os pesquisadores ensinaram os robôs a unirem objetos a partir de exemplos de materiais que pudessem penetrar ou apreender.

No estudo, os pesquisadores criaram com sucesso martelos, espátulas, colheres, rodos e chaves de fenda. Atualmente, o robô é limitado apenas à forma e ao anexo. Ele ainda não pode efetivamente raciocinar sobre propriedades materiais específicas, um passo crucial no avanço para um cenário do mundo real.

A inspiração para o trabalho vem da Apollo 13, o sétimo voo tripulado do programa espacial Apollo. Depois que um tanque de oxigênio no módulo de serviço do navio explodiu dois dias depois da missão, os membros da tripulação precisaram fazer modificações improvisadas no sistema de remoção de dióxido de carbono. Apesar do pouco tempo e uma tensão que dominava todos a bordo e no controle da missão, o resgate foi bem-sucedido.

O apoio ao trabalho destes pesquiasdores veio da National Science Foundation e do Office of Naval Research.

Fonte: Futurity

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