Ofício que propõe 14º salário de aposentados e pensionistas chega as mãos de Paulo Guedes

“Se aprovado, mais de 35 milhões de segurados do INSS serão beneficiados. Governo terá que desembolsar cerca de R$ 47,5 bilhões para projeto emergencial”

 

O Ministro de Estado, Chefe da Secretaria de Governo do Presidente da República, Luiz Eduardo Ramos, recebeu essa semana o requerimento do Ofício 1337/2020. O documento propõe que o governo libere emergencialmente o pagamento do 14º salário de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).

Essa seria mais uma medida que o governo adotaria no enfrentamento ao estado de calamidade pública gerado pelo coronavírus. Além de aposentados e pensionistas, pessoas que recebem auxílio-doença, auxílio-acidente ou auxílio-reclusão também poderiam ser beneficiadas. O requerimento agora será analisado pelo Ministro da Economia, Paulo Guedes, e pelo presidente Jair Bolsonaro.

14º salário

O requerimento do Ofício 1337/2020 propõe o pagamento do 14º salário de aposentados e pensionistas do INSS em dezembro. O documento justifica a necessidade do benefício tendo como base uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), realizada em 2018, que comprova que 43% dos brasileiros com mais de 60 anos são arrimos de família, percentual que sobe para 53% no caso dos homens.

“Toda renda extra liberada é vital para sobrevivência dessa significativa parcela da população. E o pagamento do 14º salário pago em dezembro vai representar dinheiro injetado no comércio local de cada município, gerando impostos, movimentando a economia local, fortalecendo empregos e colaborando para a retomada do crescimento econômico do País”, aponta o requerimento.

Se aprovado, mais de 35 milhões de segurados do INSS serão beneficiados. Projeto emergencial custará cerca de R$ 47,5 bilhões aos cofres públicos. Vale lembrar que o governo pode liberar a verba sem depender de votação de deputados e senadores. Guedes e Bolsonaro devem avaliar as contas públicas para decidir sobre o pedido.

 

Por Gabriella Starneck
editalconcursosbrasil.com.br

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