Se uma mão robótica resolve um cubo mágico, isso prova alguma coisa?

Pesquisadores do OpenAI, um laboratório proeminente de inteligência artificial, criaram uma mão robótica que pode resolver um cubo mágico em apenas quatro minutos.

Eles gastaram vários meses treinando o robô para chegar neste ponto. A mão, por exemplo, derruba o cubo oito a cada dez vezes.

Embora pareça um truque simples, este é mais um avanço para a área da robótica. Segundo os cientistas, pode levar a máquinas que sejam capazes de desenvolver tarefas cada vez mais complexas, como separar pacotes em um armazém ou dirigir carros tomando decisões inteligentes por conta própria.  

“Resolver um cubo mágico não é muito útil, mas mostra até onde podemos levar essas técnicas”, disse Peter Welinder, um dos pesquisadores do projeto. “Vemos isso como um caminho para robôs que podem lidar com uma ampla variedade de tarefas”.

Aprendizado de IA

O projeto é especialmente interessante porque os pesquisadores não precisaram programar cada movimento na mão; isso levaria décadas ou séculos.

Ao invés disso, eles criaram um programa de computador que ensinou o robô a resolver o enigma. Como? Através de (muita, mas muita mesmo) tentativa e erro. A mão robótica gastou o equivalente a 10.000 anos girando o cubo para cima, para baixo e para os lados, completando a tarefa exaustivamente mais e mais uma vez.

“O que é empolgante nesse trabalho é que o sistema aprende”, disse Jeff Clune, professor de robótica da Universidade de Wyoming (EUA). “Não memoriza uma maneira de resolver o problema. Aprende”.

O aprendizado foi tão intenso e contou com tantas “aleatoriedades” que a mão foi capaz de resolver o quebra-cabeça até usando uma luva ou com dois dedos amarrados.

De olho lá na frente

É nesse ponto que entra o maior avanço da pesquisa. Atualmente, robôs ainda não conseguem lidar com o inesperado, ou seja, com a “aleatoriedade” do mundo. Por exemplo, não conseguem lidar com e separar diferentes itens em um depósito.

O aprendizado de máquina precisa ser melhorado a ponto de os robôs poderem desempenhar tarefas complexas que surgirem ao acaso em seus ambientes.

E, pelo visto, chegaremos lá.

fonte: NYTimes / hypescience

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